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sábado, 24 de agosto de 2013

(26) entre os bairros de Alfama e do Castelo em Lisboa


...estes bairros populares não cessam de nos surpreender...até na toponímia

sábado, 20 de novembro de 2010

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

terça-feira, 8 de junho de 2010

(23) Travessa da Mangalaça - Évora



Évora - Travessa aa Mangalaça


Mangalaça - vadiagem, mancebia (Dicionário Prático Ilustrado da LELLO)

sábado, 5 de junho de 2010

(22) Rua das Alcaçarias - Évora


Évora - Rua das Alcaçarias
Alcaçaria - termo de origem árabe que significa arruamento de lojas; lugar onde os Judeus podiam comprar e vender; fábrica de curtir peles (Dicionário Prático Ilustrado da LELLO)

sexta-feira, 4 de junho de 2010

(21) Travessa dos Cogominhos - Évora



Évora - Travessa dos Cogominhos


Cogominho
Da alcunha latina cucumius, derivado de cucumis, "pepino", depois passada a antropónimo.
(INFOPÉDIA - Dicionários Porto Editora)


Entre os de apelido "Cogominho" salienta-se D. Fernão Gonçalves Cogominho, falecido em 1364, que tem o seu sarcófago no Convento de São Francisco (Évora), foi instituidor do morgadio da Torre de Coelheiros (Évora) e era filho bastardo de D. Gonçalo Fernandes Cogominho, cónego da Sé de Lisboa.
Pertenceu ao conselho do rei Afonso IV e desempenhou numerosos cargos na corte: foi meirinho-mor, desembargador, procurador e copeiro-mor. Em 1345, representou, em Avinhão, o rei português em embaixada ao Papa Clemente VI.

Depreende-se portanto que esta Travessa dos Condominhos seja dedicada a tão ilustre linhagem...

sexta-feira, 14 de maio de 2010

(20) Rua da Convenção - Evoramonte




Evoramonte - Rua da Convenção

Aqui se assinou, em 26 de Maio de 1834, a Convenção de Evoramonte que pos fim à guerra civil 1832-34 entre absolutistas e liberais

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

quinta-feira, 16 de julho de 2009

(16) Estrada do Desvio


Lisboa - Estrada do Desvio - painel de azulejos com brasão da Freguesia da Ameixoeira
Tradicionalmente umas das Freguesia mais carentes de Lisboa, está agora a vestir novas roupagens e a travestir-se de "Alto do Lumiar".

segunda-feira, 20 de abril de 2009

(15) Rua da Cozinha Económica





Lisboa - Alcântara

A Rua da Cozinha Económica, situa-se na Freguesia de Alcântara, em Lisboa.
Começa na Rua de Cascais e termina no Largo das Tontainhas.

Segundo informação camarária este arruamento existe desde 1902 e perpetua na memória de Lisboa a instituição de benemerência designada "Cozinha Económica" que existiu na freguesia de Alcântara desde 1895.
A Cozinha Económica foi fundada por Maria Luísa Holstein e sua prima, Maria Isabel Saint-Léger com a casa primeira inaugurada em 1893, na Travessa do Forno, na freguesia dos Prazeres, tendo surgido depois as dependências do Regueirão dos Anjos (1894), Alcântara e S. Bento (1896).
Por esse motivo aqui ficam igualmente as placas toponímicas das Ruas com o nome das suas fundadoras, localizadas ali bem perto.

segunda-feira, 16 de março de 2009

(14) Azinhaga da Cova da Onça




Lisboa - Azinhaga da Cova da Onça

Azinhaga? Sabem o que é?

Não há nada como consultar um dicionário e ver o que ele nos diz.
Azinhaga: Caminho estreito entre propriedades rústicas, ladeado de muros altos ou valados altos. Do árabe azzanaka.
Perante tal definição cabe perguntar: azinhagas em Lisboa?
A resposta é afirmativa. As propriedades rústicas em Lisboa já acabaram mas as azinhagas subsistem na toponímia da cidade onde ainda encontramos cerca de oito dezenas.
Para consultar a lista completa click aqui, onde encontrará nomes interessantes:
A Azinhaga da Cova da Onça, que nos recorda o nome de um night club da cidade, situa-se na freguesia de Carnide, entre a Avenida de Praga e a Rua do Norte.
O Gabinete de Toponímia da Câmara Municipal de Lisboa não desvenda a origem deste nome tão peculiar.

quinta-feira, 5 de março de 2009

(13) Escadinhas das Comendadeiras de Santos





Lisboa - Escadinhas das Comendadeiras de Santos

texto retirado daqui:

Freguesia: - Santa Engrácia
Data de Deliberação Camarária: 28/03/2007
Localização: escadinhas que ligam a Rua do Barão de Monte Pedral à Avenida Mouzinho de Albuquerque
Historial: A partir da solicitação de um munícipe foi atribuído o topónimo Escadinhas das Comendadeiras de Santos às escadinhas que ligam a Rua do Barão de Monte Pedral à Avenida Mouzinho de Albuquerque, atendendo a que o percurso desta artéria acompanha parte do antigo limite da Quinta das Comendadeiras de Santos. A Quinta, por seu turno, deriva o seu nome do Convento das Comendadeiras de Santos mandado construir em 1470 por D. João II, na estrada de Xabregas, à Cruz da Pedra, a ocidente do actual Convento de Santos-O-Novo, construído entre 1609 e 1685. Com a extinção das ordens religiosas em 1834, as Comendadeiras de Santos-O-Novo continuaram no edifício por não constituírem em rigor uma ordem religiosa mas em 1911 foi no dito criada a Escola Primária Superior D. António da Costa e, em 1927 também a secção masculina do Instituto do Professorado Primário.
Proporcionam uma interessante vista sobre o rio Tejo (entre Xabregas e Santa Apolónia) como as fotos ilustram.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

(12) Rua José Dias Coelho


Lisboa - Rua José Dias Coelho (a Alcântara)
esta lápide explica o nome desta rua...

sábado, 20 de setembro de 2008

(11) Rua Dom Vasco - Lisboa






Lisboa - Rua dom Vasco
Começa na Rua dos Quartéis e termina no Largo da Ajuda
Data de Deliberação Camarária: 21/09/1916
Historial:
Dom Vasco da Câmara Belmonte (1767/1830) foi o primeiro Conde de Belmonte, título que lhe foi concedido por portaria de 18 de Maio de 1805 por D. João, príncipe regente. Fidalgo da Casa Real, foi morgado de Ota, de Belmonte e de Santo André, Par do reino, porteiro-mor da Casa Real e gentil-homem da Câmara de D. João VI.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

(10) "Contrabandistas", nome de Rua




Lisboa - Rua e Beco dos Contrabandistas
Freguesia: Prazeres
Início do Arruamento em: junto n º 17, do Beco dos Contrabandistas
Fim do Arruamento em: Rampa das Necessidades
Data de Deliberação Camarária: 11/05/1887
Data de Edital: 18/05/1887

Historial:
Foi fixado na memória de Lisboa em data que se desconhece. No entanto, podemos afirmar com segurança que o topónimo é anterior a 18/05/1887 já que por Edital municipal dessa data foi atribuida a designação de Rua dos Contrabandistas à artéria que se inicia junto do n º 17 do Beco dos Contrabandistas e que era vulgarmente designada por Beco dos Contrabandistas ( de acordo com a inf. nº 8125 da Rep. de Urb. e Expropriações de 27/11/57, a fls. 3 do processo nº 50786/1957). A única referência encontrada num olisipógrafo sobre esta artéria é de Norberto Araújo (Peregrinações em Lisboa, vol.IX, pp.15): «Êste prédio da esquina da Praça da Armada - edifício velhíssimo, podre, também do património do Estado - desde longos anos tem servido de aquartelamento . Até Abril de 1922, esteve aqui o 3º esquadrão da Guarda Republicana; hoje serve de depósito de material do aquartelamento da mesma Guarda. Encostam-se-lhe modestos casebres de Alcântara velha, e a norte corre o pequeno Largo dos Contrabandistas, com suas casitas de um pitoresco côr de rosa do princípio de oitocentos, e superiormente, na Travessa do sacramento, um renque de habitações uniformes que pertenceram à Casa Real.»

Vejamos ainda o que o site da CMLIsboa nos dias sobre o modus faciendi para a atribuição do nome das artérias da capiltal:

"Em Lisboa, os nomes das ruas são atribuídos mediante proposta aprovada em sessão da CML.Esta proposta tem de ter antes o parecer favorável da Comissão Municipal de Toponímia, após auscultação da opinião da Junta de Freguesia respectiva.Sempre que a CML inaugura um novo arruamento, publica uma brochura que conta a história da figura, facto, instituição ou tradição local que está a ser homenageada na toponímia de Lisboa."

Será que entendi bem? Em Lisboa homenageiam-se os contrabandistas?

Penso que vai sendo tempo de alterar o nome destas artérias.

Quem lá reside, e eu falei com com alguns, não terá motivos para se sentir confortável ao exibir este nome no seu endereço pessoal...

domingo, 24 de agosto de 2008

(9) Triste-Feia

Lisboa - Triste-Feia (Alcântara)


Nome inusitado para uma Rua, que não chega a ser...

A única coisa de registo que ali encontramos, para além do inusitado do nome, foi uma cervejaria (vide foto acima) que apregoava ter saborosos mariscos.

Vejamos o que o site da Câmara Municipal de Lisboa nos diz sobre a origem deste nome.

Freguesia: Prazeres
Início do Arruamento em: confluência da Rua Maria Pia, Rua da Costa e Rua Prior do Crato.
Historial:
Segundo Norberto Araújo, esta era a designação popular desta artéria que foi depois municipalizada e que evoca a moradia nesta ladeira de uma rapariga pouco favorecida pela beleza. É um topónimo antigo cuja data de atribuição se desconhece. Para esclarecer o significado do topónimo citamos Appio Sottomayor na sua comunicação às 3ªs Jornadas de Toponímia de Lisboa - «A Toponímia das Ruas que o não são»- : « E ficou para o fim aquela rua sem indicação de rua que tomo como a mais reveladora da delicada poesia natural que brotava de quem punha nomes aos sítios lisboetas. Fica esta em Alcântara, paredes meias com a estação de Alcântara Terra e é irmã siamesa da Rua da Costa. Chama-se, muito singelamente, Triste Feia. O nome desencantado teve, no entanto, honras de citação pelo poeta António Nobre, quando este escreveu: 'Ó Lisboa das ruas misteriosas!/ da Triste Feia, de João de Deus,/Beco da Índia, Rua das Formosas/Beco do Fala-Só (os versos meus...)'. Da mulher que foi a Triste Feia não se sabe o nome exacto nem , rigorosamente, o tempo em que viveu. O que se sabe ao certo é que foi o povo, foram os seus vizinhos quem imortalizou as suas características. Diz a tradição que ali moraram três irmãs, sendo duas delas raparigas normais e com o viço próprio dos verdes anos; a terceira, porém, possuía feições tão pouco agradáveis à vista que os rapazes que passavam em busca de conversadas fugiam comentando : 'que focinho de porca!', 'que medonha seresma!'. Claro que as irmãs casaram e ela ficou sozinha, vendo chegar a velhice e agravar-se a fealdade. Mas, ao que rezam as crónicas, a simpatia nada tinha a ver com os atributos físicos. Assim, muita gente vencia a relutância por um ser tão feio e conseguia entabular conversa e até quase travar amizade. Mas a vida da pobre era passada quase sempre sentada à sua porta, numa melancolia doente. O certo é que morreu - e ninguém a esqueceu. Ficou o sítio conhecido pelos desagradáveis atributos da mais notável moradora. E Triste Feia se manteve até hoje, sem o designativo de rua que não precisa.»

domingo, 13 de julho de 2008

(18) Praça Mumadona - Guimarães






Guimarães - Praça Mumadona

Esta Praça deve o seu nome à Condessa Momadona Dias, considerada a fundadora da cidade de Guimarães, por aí ter mandado erigir o Castelo de S. Mamede.
No centro desta praça, recentemente remodelada pelo Arqt. Sisa Vieira, erguem-se o Palácio da Justiça bem como uma estátua em homenagem à fundadora da cidade de Guimarães.

sábado, 12 de julho de 2008

(8) Rua do Capelão - Mouraria



Rua do Capelão
É a Mouraria mais típica, entre a rua da Mouraria e a da Guia. O seu nome terá origem num oratório armado numa parede com frente à rua e que merecia a maior devoção dos habitantes do lugar que à tarde ali se juntavam para rezar. Capelão é pitoresco mas também é triste (Norberto Araújo, 1992, III, 69).

No prédio de esquina do Beco do Forno e Rua do Capelão, n.º 34 terá vivido a célebre Severa, pelo menos episodicamente, pois sabe-se que também viveu na rua da Amendoeira, no Bairro Alto. Conhecida pelo seu talento como fadista mas sobretudo pelo seu devaneio amoroso com o Conde de Vimioso (1817 – 1865), romance perpetuado por Júlio Dantas. No dizer de Norberto Araújo (1992, III, 70) “era desbragada, sensual, marafona de aventura”, morreu com 26 anos de uma vulgar indigestão.


"Rua do Capelão" - Fado cantado por Amália Rodrigues
Letra e música: Frederico de Freitas / Julio Dantas

Ó rua do Capelão
Juncada de rosmaninho
Se o meu amor vier cedinho
Eu beijo as pedras do chão
Que ele pisar no caminho.

Há um degrau no meu leito
Que é feito pra ti somente
Amor, mas sobe com jeito
Se o meu coração te sente
Fica-me aos saltos no peito.

Tenho o destino marcado
Desde a hora em que te vi
Ó meu cigano adorado
Viver abraçada ao fado
Morrer abraçada a ti.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

(7) Poço do Borratém



Lisboa - Poço do Borratém

Do poço sabe-se que é antiquíssimo e sempre foi do domínio público. Ao longo dos anos muito se discutiu sobre a qualidade das suas águas. Enquanto a Maria Parda de Gil Vicente se zangou por ver que “muita água há em Borratém // e no poço do tinhoso”, outros valorizaram as propriedades medicinais da água. Encontra-se hoje a coberto no Hotel Lisboa Tejo, em prédio construído em 1861.
Borratém, segundo o arabista professor Dr. David Lopes esta é uma palavra árabe, formada por "ber" e "atten", o que significa respectivamente "poço" e "figueira".
O nome da praça, mesmo ali ao lado, da Figueira, corrobora a explicação.


Beethovens Symphony No. 9 (Scherzo).wma -

quinta-feira, 3 de julho de 2008