segunda-feira, 16 de março de 2009

(14) Azinhaga da Cova da Onça




Lisboa - Azinhaga da Cova da Onça

Azinhaga? Sabem o que é?

Não há nada como consultar um dicionário e ver o que ele nos diz.
Azinhaga: Caminho estreito entre propriedades rústicas, ladeado de muros altos ou valados altos. Do árabe azzanaka.
Perante tal definição cabe perguntar: azinhagas em Lisboa?
A resposta é afirmativa. As propriedades rústicas em Lisboa já acabaram mas as azinhagas subsistem na toponímia da cidade onde ainda encontramos cerca de oito dezenas.
Para consultar a lista completa click aqui, onde encontrará nomes interessantes:
A Azinhaga da Cova da Onça, que nos recorda o nome de um night club da cidade, situa-se na freguesia de Carnide, entre a Avenida de Praga e a Rua do Norte.
O Gabinete de Toponímia da Câmara Municipal de Lisboa não desvenda a origem deste nome tão peculiar.

sábado, 14 de março de 2009

sexta-feira, 13 de março de 2009

terça-feira, 10 de março de 2009

Feminismo...


Lisboa - Rua da Verónica
terá isto alguma coisa a ver com o "Dia Internacional da Mulher" que se comemorou à dias?

quinta-feira, 5 de março de 2009

(13) Escadinhas das Comendadeiras de Santos





Lisboa - Escadinhas das Comendadeiras de Santos

texto retirado daqui:

Freguesia: - Santa Engrácia
Data de Deliberação Camarária: 28/03/2007
Localização: escadinhas que ligam a Rua do Barão de Monte Pedral à Avenida Mouzinho de Albuquerque
Historial: A partir da solicitação de um munícipe foi atribuído o topónimo Escadinhas das Comendadeiras de Santos às escadinhas que ligam a Rua do Barão de Monte Pedral à Avenida Mouzinho de Albuquerque, atendendo a que o percurso desta artéria acompanha parte do antigo limite da Quinta das Comendadeiras de Santos. A Quinta, por seu turno, deriva o seu nome do Convento das Comendadeiras de Santos mandado construir em 1470 por D. João II, na estrada de Xabregas, à Cruz da Pedra, a ocidente do actual Convento de Santos-O-Novo, construído entre 1609 e 1685. Com a extinção das ordens religiosas em 1834, as Comendadeiras de Santos-O-Novo continuaram no edifício por não constituírem em rigor uma ordem religiosa mas em 1911 foi no dito criada a Escola Primária Superior D. António da Costa e, em 1927 também a secção masculina do Instituto do Professorado Primário.
Proporcionam uma interessante vista sobre o rio Tejo (entre Xabregas e Santa Apolónia) como as fotos ilustram.

quarta-feira, 4 de março de 2009

(36) Rua das Beatas


Lisboa - Rua das Betas (à Graça)

terça-feira, 3 de março de 2009

Senhor Roubado




Localizado à saída da Calçada de Carriche, num pequeno largo junto à estrada que leva a Odivelas, encontra-se o padrão do Senhor Roubado, monumento datado de 1744.
A sua construção deveu-se a um roubo efectuado na igreja de Odivelas, em 1671, alegadamente pelo jovem António Ferreira, que aí roubou do altar-mor e de outros altares desta igreja, as contas do rosário de N. Sra. do Rosário, as vestes do Menino Jesus e da Senhora do Egipto, os Vasos Sagrados, entre outros, escondendo-os numa mata de caniços onde está hoje o Senhor Roubado.
Numa época de extrema religiosidade, a dimensão deste caso foi tal que, quando chegada a notícia à capital, a rainha D. Luisa de Gusmão (mulher do Rei D. João IV, e nessa data regente do reino) enviou missivas a todo o reino, e foram afixados éditos prometendo recompensa em dinheiro e um emprego na justiça ou na fazenda, a quem denunciasse o autor do crime; a corte pôs luto e foram feitas procissões nas ruas.
Encontrados os objectos escondidos, e mais tarde confessado o roubo sacrílego por António Ferreira, após ter sido apanhado a roubar galinhas, por uma criada do Mosteiro de Odivelas, e tendo-lhe sido encontrada na bolsa a cruz de prata do remate do vaso dourado do Santíssimo, foi julgado em Lisboa e condenado a ser "arrastado e levado à praça do Rocio desta cidade, aonde lhe serão decepadas ambas as mãos e queimadas à sua vista, e depois seu corpo será queimado ...".
No local, numa oliveira, foi colocado um padrão de cruz, em madeira, que, mais tarde, o religioso António dos Santos transformou no padrão do Senhor Roubado, construído com pedra cedida pela pedreira da Paradela, e que o próprio realizou, pagando o restante trabalho com esmolas.
Era um local para os fiéis se encomendarem a Deus e pedirem perdão pelos seus pecados.
O Monumento ao Senhor Roubado é composto por um recinto, em forma de trapézio isósceles, com uma superfície de dez metros de comprido por oito de largura, e o arranjo arquitectónico apresenta-se a modo de templo descoberto. É uma espécie de altar ou oratório, constituído por um alpendre assente em quatro colunas toscanas e fechado por parede na parte posterior. No interior encontra-se o padrão que rememora o roubo sacrílego. Existe ainda no recinto um púlpito, conferindo-lhe a feição de lugar consagrado ao culto divino. Na face ocidental, um paredão inteiramente forrado de azulejos monocromáticos; nas partes inferior e superior, doze quadros ou painéis historiados, cada um composto por 72 azulejos, com legenda explicativa sobre as cenas do roubo.